Palmeiras e Grêmio entram
em campo neste domingo, a partir das 17h, para definir quem
disputará o título do Campeonato Brasileiro
com o líder São Paulo, que no último
sábado ganhou da Portuguesa por 3 a 2 fora de casa
e terminará a 34ª rodada na liderança,
com 65 pontos. Quem deixar o estádio do Parque Antarctica
derrotado pode dar adeus à briga pela taça.
O time alviverde soma 61 pontos
e com uma vitória ficará a um ponto do rival
paulista. O clube gaúcho tem 60 e também almeja
encostar no topo da tabela.
Com desempenhos parecidos na
classificação, Palmeiras e Grêmio divergem
no estilo de jogo. Os números do Datafolha mostram
que a equipe paulista tem como principais trunfos o passe
e o drible, enquanto o tricolor de Porto Alegre explora o
jogo aéreo e é quem mais desarma no certame
nacional.
O técnico Vanderlei Luxemburgo
costuma dizer que gosta de fazer seus times ficarem com a
bola nos pés. "Quando temos a posse, o adversário
não joga", argumenta. O Palmeiras troca, em média,
306 passes por jogo com uma eficiência de 84,3%. É
o líder desse fundamento na competição
e também quem mais dribla - 16,4 vezes por partida.
Já o Grêmio é
quem mais erra passes no Brasileirão, porém
compensa com a marcação - rouba a bola 125,6
vezes, em média, por rodada. Uma de suas principais
armas para balançar as redes adversárias é
o jogo aéreo - são 25,7 cruzamentos na área
por partida, e 15 dos 48 gols anotados no Nacional foram de
cabeça.
Entretanto, ambos terão
que superar os desfalques para manterem suas características
no confronto decisivo deste domingo. Os donos da casa perderam
dois titulares da linha ofensiva - Diego Souza e Kléber
cumprem suspensão -, e os visitantes viajam a São
Paulo com a defesa desmontada.
No treino da última sexta-feira,
Luxemburgo ensaiou sua equipe no 3-5-2, sem Roque Júnior,
machucado, e com Jéci na zaga. Essa formação
tática perdeu espaço após o revés
para o Fluminense, no dia 25 de outubro, mas pode ser utilizada
novamente, a não ser que o treinador opte por Léo
Lima no meio-campo e, conseqüentemente, o 4-4-2.
No ataque, Denílson provavelmente
será escalado. "Tenho característica diferente
do Kléber. Ele protege a bola, é guerreiro,
e eu gosto de sair da área e tentar uma jogada individual.
O Grêmio tem a parte defensiva muito forte e, com jogadas
individuais, você tenta se sobressair em cima do adversário",
observou o pentacampeão mundial.
Do outro lado, o técnico
Celso Roth terá que improvisar na defesa, já
que os zagueiros Léo, Réver, Pereira e William
Thiego, além do lateral-direito Felipe Mattioni, não
podem atuar. "Eu sei que todo time sofre com suspensões
e desfalques, mas com o Grêmio foi demais. Perdemos
um setor inteiro numa única situação",
lamentou o comandante gaúcho.
Como se fosse pouco, na véspera
do jogo o atacante colombiano Perea foi vetado por causa de
uma tendinite. Marcel entra no seu lugar. "Estou pronto
para ajudar o time a se recuperar no campeonato. Nada está
perdido ainda", afirmou o centroavante.
O trio de zagueiros será
composto por Jean, Amaral e Heverton. Amaral é volante
e será improvisado, e Heverton é um ex-júnior
que ainda não jogou uma partida sequer na competição.
Na ala-direita, outro improviso: Souza, que é meia.