HISTÓRIA
Histórico da Série B do Campeonato Brasileiro
Desde
seu início, em 1971, mesmo ano da primeira edição
do Brasileirão, a Segundona sofreu com a má organização
durante boa parte de sua existência. Nos dois primeiros
anos, Villa Nova e Sampaio Corrêa ganharam o título,
respectivamente, mas não subiram para a primeira divisão.
Desmoralizada, a competição não foi realizada
de 1973 a 1979 e só voltou a ser disputada no ano de 1980
com o nome de Taça de Prata. Naqueles sete anos, os campeonatos
estaduais eram classificatórios para o Brasileirão,
que chegou a ser disputado por quase cem clubes. Portanto, uma
competição de acesso era desnecessária.
Em
1987, os grandes clubes organizaram a Copa União, elite
nacional daquele ano. Mas a CBF promoveu o Módulo Amarelo
(considerada uma espécie de segunda divisão pelos
clubes da elite e pela imprensa esportiva nacional), com os clubes
que ficaram de fora. O problema é que a CBF queria que
os dois primeiros colocados de cada competição disputassem
um quadrangular para se definir o campeão brasileiro.
Flamengo
e Internacional se negaram a enfrentar Sport e Guarani, que até
chegaram a disputar o título do Módulo Amarelo.
Mas nem isso deu certo: os jogadores desistiram de cobrar pênaltis
depois de um empate em 11 a 11. Em seguida houve novo jogo, o
Sport Recife venceu e foi reconhecido pela CBF como campeão
brasileiro daquele ano. O Flamengo que venceu a Copa União,
também se considera dono do título nacional.
Em
1993, também não houve a segunda divisão
(ou Série B). Dois anos antes, o Grêmio tinha sido
rebaixado e, para facilitar a volta do clube gaúcho, a
CBF promoveu o acesso de 12 equipes na edição de
1992. O tricolor gaúcho subiu, mas junto com outros 11,
esvaziando a Série B e impossibilitando sua realização
no ano seguinte.
Depois
das edições de 1999, quando se trasnformou em exemplo
para as outras divisões, e (1) 2000, que se fundiu na disputa
da Copa João Havelange, a Série B voltou a ser sinônimo
de bagunça. A competição de 2001 foi adiada
uma semana antes de sua abertura. Mas, depois da primeira rodada,
o Brasil, de Pelotas/RS, obteve uma liminar que obrigava a CBF
a incuí-lo na disputa, que só não foi interrompida
porque a entidade conseguiu nova decisão judicial. O campeonato
transcorreu normalmente até aa finais, em que Caxias e
Figueirense se enfrentaram. Em Florianópolis, o Caxias
perdia por 1 a 0 quando, a dois minutos do término do jogo,
a torcida do Figueirense invadiu o gramado. O juiz da partida,
Alfredo dos Santos Loebeling, pressionado por Armando Marques,
presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, relatou
na súmula que tinha encerrado o jogo antes da invasão.
Mas, depois, retratou-se publicamente. O Caxias nos tribunais,
sem sucesso. Loebeling foi pra geladeira.
Em
2002, mais confusão. A poucas semanas do inicio da Segundona,
o ABC, de Natal/RN reinvindicava judicialmente sua presença
na competição, enquanto Santa Cruz e Caxias queriam
deixá-la para disputar a Série A. A CBF teve que
correr atrás de novas liminares favoráveis. Mas
não parou por aí: a três dias do inicio do
campeonato, o Malutron desistiu de participar. A Série
B começou sem a definição exata de quantos
clubes iriam disputá-la.
Atualmente,
a Série B, é um dos campeonatos mais bem organizados
e que realmente merece destaque positivo da imprensa nacional.
Clubes como Fluminense, Palmeiras, Atlético/MG, Coritiba,
Guarani e Bahia que já foram campeões nacionais
da principal divisão do país passaram por aqui.
Uns utilizaram a segundona para se reorganizar e outros, para
se afundar ainda mais.
Fonte: Campeões
do Futebol